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História da Razão

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  História da Razão   3 momentos   1 – Revolução Socrática   2 – Revolução Cartesiana   3 – Revolução Idealista     Estas “revoluções” representam uma reação contra determinadas condições no seio das quais se processava a formação intelectual própria do tempo e, por outro lado, uma nova utilização das formas de pensamento existentes. “Revolução” na forma de perspetivar os problemas filosóficos e de procurar a sua solução.   1 – Revolução Socrática (momento que corresponde à filosofia grega) – Confiança no resultado final da estratégia da razão na conquista da Verdade (preocupação com a sua descoberta e a sua demonstração)   Teoria da definição de Sócrates Conceção do método dialético de Platão Teoria do silogismo de Aristóteles   É a busca das condições necessárias e suficientes da fundamentação da ciência.   2 – Revolução Cartesiana – A questão do método é um ponto crucial das meditações d...

O Eterno Retorno

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  Quando morremos, para onde vamos? Será que o Universo tem um número finito de partículas, que implica um número finito de combinações? Segundo o filósofo Nietzsche cada um de nós já esteve aqui infinitas vezes e todas as coisas connosco. Em meados do século XIX os físicos discutiram seriamente a questão da possível repetição dos estados do mundo. Hermann von Helmholtz (1821 – 1894) formulou em 1847 o princípio definitivo da conservação da energia. Julius von Mayer (1814 – 1878) estabeleceu o princípio da conservação da substância material através da hipótese da conservação da energia. Tendo em conta esta ideia, o filósofo dizia que deveríamos agir como se tivéssemos de viver eternamente com as consequências das nossas ações.

ÉTICA

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  Tem a ver com os princípios porque alguém se guia. Se seguir um que diga “eu não mato”, mesmo que o seu país lhe diga para matar, ele não mata. Transgride a ideia que lhe é exterior, mas não se está a transgredir a si, está a cumprir-se. Essencialmente devemos cumprir-nos a nós. Peter Singer, filósofo australiano, propõe como princípio ético prover ao mínimo sofrimento possível de todos os que sejam capazes de sentir dor. A questão não é, “serão eles capazes de raciocinar?”, nem “serão eles capazes de falar?”, mas sim “serão eles capazes de sofrer?”. Não se pode codificar porque é um domínio da responsabilidade e do compromisso. Assinar um código de ética é já estar a desconfiar de si próprio. Uma sociedade onde se instala a absoluta desconfiança nos outros, é uma sociedade doente. "Temos alguma obrigação moral de obedecer à lei, quando a lei protege e sanciona coisas que achamos totalmente erradas?" - Peter Singer, "Ética Prática". "Terá o cidadão de entrega...

Felicidade

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  Vários estudos dizem que o segredo da felicidade está na substituição do consumo de bens por experiências. Somos o que fazemos, não o que possuímos. Um estudo defende que a relação entre felicidade e consumo, depende sobretudo do estatuto socioeconómico. Exemplo: Para quem está a escolher o par de ténis que vai usar para sair à noite, a felicidade é o acesso a um lugar onde os vai usar devidamente enquadrados. A massificação do consumo obsessivo fez mais pela igualdade social do que muitas políticas. Só nos podemos dar ao luxo de sermos o que fazemos quando já temos o suficiente. “Pessoas mais felizes fazem mais, melhor e durante mais tempo” – Susana Leitão, Managing Partner da Argo Partners, “O Jornal Económico”, 29/11/2017. Equação da Felicidade (Mo Gawdat) – Felicidade   =   Eventos da Vida   -   Expetativas da Vida  ( A pessoa só sofre quando a realidade é pior do que as suas expetativas). Quando ajustamos as expetativas, compreendendo melhor a...

Desumanidade

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  “O Jardim das Delícias Terrestres”   Hieronymus Bosch “encham a terra e dominem-na; dominem sobre os peixes do mar e as aves do céu; sobre os animais domésticos e selvagens e sobre todos os bichos que andem sobre a terra” (Génesis, 1,28).   “quem mata um boi é como aquele que mata um homem” (Isaías, 66,3)   “O Homem pode ser encarado como o centro do mundo” – Francis Bacon   “os animais existem para benefício dos homens” – Aristóteles   “os homens podem usar as bestas para os seus propósitos sem que haja injustiça” – Cícero   “os animais são coisas vivas e irracionais cuja vida e morte está subordinada ao nosso uso” – Santo Agostinho   “a vida dos animais é preservada não para eles, mas para o Homem” – Tomás de Aquino   “tanto os homens como os animais expressam o mesmo estado de espírito pelos mesmos movimento” – Charles Darwin   René Descartes legitimou a escravização e matança dos animais ao declarar a “verdade” supr...

Twittar é filosofar?

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  Reginaldo cresceu numa favela e apaixonou-se por Filosofia. Até aos 25 anos era analfabeto e trabalhava indo de porta em porta nos bairros ricos, onde recolhia coisas de valor nos caixotes de lixo. Um dia encontrou um livro rasgado que começou a folheá-lo atentamente. O dono da casa viu-o e perguntou-lhe o que estava a fazer, tendo Reginaldo respondido que estava a tentar entende-lo. O livro continha parte do diálogo do discurso sobre o julgamento de Sócrates. O senhor, um professor reformado de Filosofia ensinou Reginaldo a ler, e juntos falaram sobre Platão. Reginaldo ainda vive na favela e lidera os debates na zona. Este é o projeto que Sócrates iniciou: convidar os cidadãos, independentemente dos seus antecedentes ou circunstâncias sociais, a fazerem perguntas difíceis sobre como devemos viver juntos. No momento em que a democracia enfrenta tempos obscuros, fazer esse tipo de perguntas é a nossa maior esperança para melhorarmos o mundo em que vivemos. Em 2008 estreou um fil...

Civilização e Álcool

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  “Não havia civilização sem intoxicação alcoólica”   Edward Slingerland, filósofo. O álcool teve um papel-chave, a par com outras tecnologias culturais, como a religião, na transição de sociedades pequenas para grandes. O álcool e a bebedeira criaram a Humanidade. Tudo começou com os macacos que desceram das árvores para apanharem os frutos apodrecidos que já estavam a fermentar e punham-nos zonzos. A necessidade de nos embriagarmos levou à produção de cereais, à agricultura. Foi o álcool que contribuiu grandemente para a socialização e avanços da Humanidade. Para o filósofo Edward Slingerland a necessidade da Humanidade de se intoxicar com álcool não é um erro evolucionário. Nas raras culturas onde não é produzido, é substituído por outras substâncias. A embriaguez trouxe benefícios à espécie humana, desde o fácil acumular e transportar calorias para trabalhar, passando pelo aumento da criatividade, o alívio do stress, a criação de laços de confiança, momentâneo aumento da f...